{"id":11974,"date":"2022-11-28T14:25:16","date_gmt":"2022-11-28T14:25:16","guid":{"rendered":"https:\/\/renovaramouraria.pt\/?p=11974"},"modified":"2022-12-19T12:01:37","modified_gmt":"2022-12-19T12:01:37","slug":"espacos-publico-e-privado-como-a-ombreira-de-uma-porta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/renovaramouraria.pt\/pt\/espacos-publico-e-privado-como-a-ombreira-de-uma-porta\/","title":{"rendered":"Espa\u00e7os P\u00fablico e Privado: como a ombreira de uma porta"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Renovar a Mouraria foi sempre sobre Espa\u00e7o P\u00fablico, por isso esse n\u00e3o poderia deixar de ser o tema da primeira Newsletter Mouraria Comunica, a prop\u00f3sito do arranque de dois novos projetos: o Resid\u00eancia Secund\u00e1ria e o Mouraria Participa. O texto que se segue \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o de um texto exclusivo da Mouraria Comunica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Queres receber as nossas reflex\u00f5es mensais no e-mail e ficar a par do que est\u00e1 a acontecer? Subscreve a nossa Newsletter e junta-te \u00e0 comunidade. <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 18pt;\"><b>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18pt;\"><b>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-12212\" src=\"https:\/\/renovaramouraria.pt\/wp-content\/uploads\/Ilustra_InterTXT__0002_3-300x149.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"149\" srcset=\"https:\/\/renovaramouraria.pt\/wp-content\/uploads\/Ilustra_InterTXT__0002_3-300x149.png 300w, https:\/\/renovaramouraria.pt\/wp-content\/uploads\/Ilustra_InterTXT__0002_3.png 469w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/b><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18pt;\"><b>O que \u00e9 Espa\u00e7o P\u00fablico?<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Podemos come\u00e7ar por dizer que o Espa\u00e7o P\u00fablico \u00e9 o espa\u00e7o do <strong>Encontro<\/strong>. Mas por ser perme\u00e1vel a v\u00e1rias \u201clentes\u201d, \u00e9 um conceito complexo e em constante tens\u00e3o com o Privado. Se pedirmos emprestado um olhar acad\u00e9mico sobre Espa\u00e7o P\u00fablico, o fil\u00f3sofo e soci\u00f3logo alem\u00e3o <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00fcrgen <strong>Habermas<\/strong> identificou algumas destas \u201clentes\u201d: o Espa\u00e7o P\u00fablico enquanto <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">lugar de forma\u00e7\u00e3o das opini\u00f5es e das vontades pol\u00edticas, que garante a legitimidade do poder, o Espa\u00e7o P\u00fablico enquanto quadro no qual se debatem quest\u00f5es pr\u00e1tico-morais e pol\u00edticas e no qual se formam a <strong>opini\u00e3o e a vontade coletiva<\/strong> (segundo a teoria da democracia), o Espa\u00e7o P\u00fablico enquanto <strong>mediador<\/strong> entre o Estado e a Sociedade Civil, entre o poder pol\u00edtico-administrativo e os cidad\u00e3os (segundo a teoria do Estado Social e a an\u00e1lise pol\u00edtico-administrativa) e o Espa\u00e7o P\u00fablico enquanto lugar de uma <strong>comunica\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica<\/strong> (os meios de comunica\u00e7\u00e3o social como suporte). Como a filosofia est\u00e1 na vida, no nosso dia-a-dia, podemos encontrar estas vis\u00f5es todos os dias nas ruas da nossa cidade e dos bairros que habitamos, para viver, trabalhar, passear, ou simplesmente atravessar. E, por isso, podemos<strong> olhar para a Mouraria<\/strong> e perguntar: qu\u00e3o democr\u00e1tico \u00e9 o uso do bairro? Quem afirma nele as suas vontades? Ainda h\u00e1 uma vontade coletiva? Ou estamos demasiado separados, partilhando apenas um mesmo espa\u00e7o sem partilharmos conversas, encontros, discuss\u00f5es, sem forjar uma vontade e uma a\u00e7\u00e3o coletiva? Quando refletimos sobre a nossa miss\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o social e criamos um <\/span><a href=\"https:\/\/renovaramouraria.pt\/labmed-laboratorio-de-mediacao-intercultural-comunitaria\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Laborat\u00f3rio de Media\u00e7\u00e3o Intercultural Comunit\u00e1ria<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, usamos a palavra \u00abintercultural\u00bb precisamente por isto: precisamos de trabalhar pela interculturalidade e n\u00e3o apenas pela multiculturalidade, porque n\u00e3o basta que diferentes culturas frequentem um mesmo espa\u00e7o, \u00e9 preciso que elas se encontrem e dialoguem para que surjam din\u00e2micas de coopera\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o.<\/span><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Mas regressemos ao ponto de partida: definir Espa\u00e7o P\u00fablico.\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Espa\u00e7o P\u00fablico existiu sempre em rela\u00e7\u00e3o ao <strong>Espa\u00e7o Privado<\/strong>.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na Gr\u00e9cia Antiga, o espa\u00e7o privado e o espa\u00e7o p\u00fablico estavam mais demarcados, com o primeiro a ser sin\u00f3nimo do espa\u00e7o dom\u00e9stico, ao qual estavam remetidas as mulheres e com o espa\u00e7o p\u00fablico a concretizar-se em expoente m\u00e1ximo na \u00c1gora, onde os cidad\u00e3os, apenas homens atenienses, se reuniam para debater os assuntos da cidade. Eram chamados de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">oikos desputas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Ou seja, h\u00e1 algo inevitavelmente pol\u00edtico nos usos dos espa\u00e7os, nos corpos que habitam esses espa\u00e7os e nos corpos que s\u00e3o segregados, deixamos \u00e0 <strong>margem<\/strong>. Todo o espa\u00e7o \u00e9 um espa\u00e7o social. Quem tem poder, <strong>ocupa<\/strong> o espa\u00e7o p\u00fablico, apropriando-se dele, reconhecendo-o como seu. E re\u00fane-se, debate, age. Ou seja, o espa\u00e7o concretiza-se como espa\u00e7o p\u00fablico quando \u00e9 tomado por <strong>pr\u00e1ticas sociais participativas e de coopera\u00e7\u00e3o<\/strong> entre quem o habita:\u00a0<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">A quest\u00e3o do comum encontra um eco crescente no debate p\u00fablico. E n\u00e3o tenho certeza se isto \u00e9 algo pelo qual nos tenhamos sempre que felicitar. Frequentemente, ela \u00e9 reduzida a uma simples quest\u00e3o do bom uso dos recursos, uma administra\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel e sustent\u00e1vel dos bens comuns. Ela \u00e9, desta forma, despojada da sua verdadeira densidade pol\u00edtica e desposada do seu alcance cr\u00edtico. Lamento tamb\u00e9m que, com demasiada frequ\u00eancia, as quest\u00f5es do comum sejam discutidas sem refer\u00eancia \u00e0s pr\u00e1ticas sociais sem as quais, por\u00e9m, a pr\u00f3pria ideia do comum se evapora &#8211; pr\u00e1ticas de coopera\u00e7\u00e3o, de explora\u00e7\u00e3o em comum ou at\u00e9 de democracia radical. O comum ou \u00e9 pol\u00edtico ou n\u00e3o existe. Ou \u00e9 rebelde ou n\u00e3o existe- Ou \u00e9 coopera\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o existe.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> &#8211;<\/span><em>Le commum oppositionnel<\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, pascal Nicolas-Le Strat<\/span><\/p>\n<p><b>Quais s\u00e3o, ent\u00e3o, os crit\u00e9rios para a cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os p\u00fablicos de qualidade?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> H\u00e1 sete dimens\u00f5es apontadas por Jacobs e Appleyard em 1987 e que ainda hoje s\u00e3o pertinentes: a viv\u00eancia, a identidade e o controlo, o acesso a oportunidades, imagina\u00e7\u00e3o e distra\u00e7\u00e3o, a autenticidade e significado, a vida p\u00fablica e comunit\u00e1ria, a autoconfian\u00e7a urbana e o bom ambiente para todos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em pr\u00f3ximos Clubes, vamos Manifestar reflex\u00f5es mais espec\u00edficas sobre o impacto da crise da habita\u00e7\u00e3o, ao sabor da gentrifica\u00e7\u00e3o e da turistifica\u00e7\u00e3o, nestes diferentes aspetos da qualidade do espa\u00e7o p\u00fablico, assim como na altera\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o populacional do bairro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18pt;\"><b>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/b><\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12213 aligncenter\" src=\"https:\/\/renovaramouraria.pt\/wp-content\/uploads\/Ilustra_InterTXT__0003_4-249x300.png\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/renovaramouraria.pt\/wp-content\/uploads\/Ilustra_InterTXT__0003_4-249x300.png 249w, https:\/\/renovaramouraria.pt\/wp-content\/uploads\/Ilustra_InterTXT__0003_4.png 294w\" sizes=\"(max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18pt;\"><b>Como a ombreira de uma porta<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pode ser interessante n\u00e3o associar Espa\u00e7o P\u00fablico a exterior e Espa\u00e7o Privado a interior, sob pena de nos ficarmos por uma vis\u00e3o mais redutora destes conceitos. As cooperativas de habita\u00e7\u00e3o, que fazem uma gest\u00e3o comunit\u00e1ria de alguns espa\u00e7os que tradicionalmente se tornaram privados s\u00e3o um dos exemplos mais \u00f3bvios dessa fluidez. Na cooperativa de habita\u00e7\u00e3o <\/span><strong><a href=\"http:\/\/www.laborda.coop\/en\/\">La Borda<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">, em Barcelona, um exemplo de sucesso frequentemente mencionado nas cooperativas de habita\u00e7\u00e3o de propriedade coletiva, as m\u00e1quinas de lavar a roupa encontram-se fora dos espa\u00e7os privados e \u00edntimos, criando uma lavandaria comunit\u00e1ria. Mas existem outros enlaces, mais subtis e inadvertidos, entre p\u00fablico e privado, que, como a ombreira de uma porta, s\u00e3o <strong>lugares de n\u00e3o-limite<\/strong>.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA Mouraria sempre me fascinou pela sua capacidade de fazer o &#8221; dentro\u201d &#8220;fora&#8221;, conta <strong>Alba Presencio<\/strong>, mestranda em Estudos Urbanos no ISCTE- Instituto Universit\u00e1rio de Lisboa. \u201cNormalmente definimos o privado dentro de quatro paredes e um telhado, sem um olhar externo no conforto do lar. O privado como rec\u00f4ndito e encriptado, isto \u00e9, o privado como uma atividade interior. Em contraste, o p\u00fablico \u00e9 normalmente definido por ser colocado onde o vento tem a capacidade de misturar palavras e a\u00e7\u00f5es, como aberto e partilhado; \u00e0 vista. O p\u00fablico como um ato exterior. Contudo, o privado n\u00e3o est\u00e1 restrito ao interior nem o p\u00fablico ao exterior. Enredam, esbatem e entrela\u00e7am-se. Conversas \u00edntimas entre as escadinhas das Olarias ou algumas cadeiras dos vizinhos que v\u00e3o al\u00e9m do limite do interior como casa para construir &#8220;ruas de sala de estar&#8221; que estendem os h\u00e1bitos quotidianos e privados a um acompanhamento comum. <strong>A mouraria tem a capacidade de demonstrar que o privado n\u00e3o \u00e9 sempre interior e que o p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 sempre exterior<\/strong>\u201d, explica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18pt;\"><b>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/b><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-12214\" src=\"https:\/\/renovaramouraria.pt\/wp-content\/uploads\/Ilustra_InterTXT__0004_5-300x57.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"57\" srcset=\"https:\/\/renovaramouraria.pt\/wp-content\/uploads\/Ilustra_InterTXT__0004_5-300x57.png 300w, https:\/\/renovaramouraria.pt\/wp-content\/uploads\/Ilustra_InterTXT__0004_5.png 578w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18pt;\"><b>Reivindicar o direito ao espa\u00e7o privado tanto quanto ao espa\u00e7o p\u00fablico<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se \u00e9 essencial reivindicarmos o direito ao Espa\u00e7o P\u00fablico (com a transforma\u00e7\u00e3o que tal implica na abordagem que fazemos \u00e0 nossa atual democracia, j\u00e1 que impele a uma participa\u00e7\u00e3o mais profunda e organizada da Sociedade Civil, face ao Estado e aos Mercados, levando-nos a repensar os atuais modelos de participa\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o), quando falamos em reivindicar o direito \u00e0 cidade, h\u00e1 um outro lado que geralmente fica na sombra, mas que, como foi aprofundado acima, est\u00e1 sempre em rela\u00e7\u00e3o com o Espa\u00e7o P\u00fablico &#8211; O Espa\u00e7o Privado. Como aponta Alba, \u201co mais importante \u00e9 reivindicar o espa\u00e7o privado, no sentido de <strong>espa\u00e7o \u00edntimo<\/strong>, mais do que no seu espeto econ\u00f3mico. Muitas vezes em bairros como este, devido \u00e0 <strong>gentrifica\u00e7\u00e3o<\/strong>, os espa\u00e7os \u00edntimos n\u00e3o s\u00e3o poss\u00edveis. As pessoas n\u00e3o t\u00eam privacidade para as suas rela\u00e7\u00f5es e o seu estar\u201d. E lan\u00e7a a quest\u00e3o: \u201cporque \u00e9 que estamos a usar o espa\u00e7o p\u00fablico como espa\u00e7o de intimidade?\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00f3 podemos terminar esta primeira carta-encontro multiplicando as perguntas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Onde come\u00e7a e termina a Mouraria? Quem habita as suas ruas e largos? E as casas &#8211; quem e como vive quem vive no bairro, hoje? Que propriedade t\u00eam as pessoas sobre as suas casas? Quem se encontra e onde? Quem interage com quem, quem se ignora? <\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A Renovar a Mouraria foi sempre sobre Espa\u00e7o P\u00fablico, por isso esse n\u00e3o poderia deixar de ser o tema da primeira Newsletter Mouraria Comunica, a prop\u00f3sito do arranque de dois novos projetos: o Resid\u00eancia Secund\u00e1ria e o Mouraria Participa. 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